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CINDERELLA

Ainda pior que a convicção de um não, é a incerteza dum talvez, e a desilusão dum QUASE. Quem quase ganhou, ainda joga, quem quase estudou, ainda estuda, quem quase amou, não ama. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata, trazendo tudo que poderia ter sido, mas não foi...

Outubro 07, 2006

Em tua memória

• 6 de Maio de 2006 é uma data que entristeceu demais o meu coração.
Inesperadamente soube que tu meu querido amigo me tinhas deixado para sempre.
Tu foste o amigo de uma vida inteira aquele que estava sempre pronto a ouvir-me e animar-me em todos meus momentos difíceis.
Embora ausente e por vezes bem longe, como Brasil ou Estados Unidos quando eu precisava estavas sempre presente.
Talvez porque nos tivéssemos conhecido ainda muito jovens, eu com 14 anos e tu com 16, e nos tivéssemos amado loucamente, creio que nunca nos esquecemos de tantos momentos de amor passados juntos.
Tu foste o meu primeiro amor. Foi contigo que aprendi a beijar e a amar. Contigo senti os primeiros desejos e emoções. Juntos sonhamos e tivemos ilusões.
Mas o destino foi muito cruel connosco. Separou-nos enquanto éramos umas crianças, e nem tu, nem eu fomos felizes. Os anos foram passando e tivemos uma vida cheia de encontros e desencontros. Sempre que podíamos estávamos juntos relembrando aquele amor que nunca foi totalmente esquecido por nós. Segundo palavras tuas nós tínhamos «Une amitié amoureuse».
Hoje já sem ti continuo a ter-te tristemente em meu coração recordando as ultimas palavras que me disseste pelo telefone «adeus minha querida. E foi mesmo um ADEUS

1 Comments:

  • At 13 Outubro, 2006 23:06, Blogger Å®t_Øf_£övë said…

    Lis,
    Muito bonito e sensibilizante este teu texto que aqui partilhas connosco. A verdade é que o primeiro amor parece ser sempre o último amor, o único amor, o máximo amor, o irrepetível e incrível. O primeiro amor dá-nos sempre demasiadas alegrias. Diz-se que não há amor como o primeiro e é verdade. Há amores maiores, amores melhores, amores mais apaixonadamente vividos e mais longos (quase todos), mas não há amor como o primeiro. É o unico que estraga o coração e que o deixa estragado para sempre.
    Anos mais tarde ainda se sonha retomá-lo, reconquistá-lo, acrescentar um último capitulo mais feliz, mas não pode ser...
    O primeiro amor é tão separado do resto como se fosse uma primeira vida. É por ser insustentável e irrepetivel que o primeiro amor não se esquece.
    Beijinhos.

     

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